Blog de Vida

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O riso Dezembro 30, 2008

Arquivado em: Silvia Viva — silviaribeiro @ 5:53 pm
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Com Silvia, eu ria sem culpa. Sinto falta do humor da minha esposa. Os líquidos equilibrados. Tudo fluindo. Por isso rio comigo. Sem graça.

 

Touro Dezembro 30, 2008

Arquivado em: Silvia Viva — silviaribeiro @ 5:43 pm
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Silvia era taurina. Sei lá o quanto isso dimensiona nossa relação. Ela tinha uma saúde de touro (diria vaca, mas aqui ela nada é sagrada; quando traduzir  o blog para o sânscrito, quem sabe…). Eu gripava por último. Desfalecia. Ela dava uns espirros antes e só. Tenho asma, alergia, mania de controlar, rinite, colesterol no limite, mesmo correndo feito doido. Silvia teve aquela infecção urinária por conta das aulas, de aguentar até o limite. Esteve recém-nascida hospitalizada. Muito tempo. 40 dias… por aí. Um dilúvio. Mas ela era uma taurina de pernas fortes. E eu continuo vivo com minha asma em São Paulo. Irônico.

 

Natalidade Dezembro 17, 2008

Arquivado em: Silvia Viva — silviaribeiro @ 1:32 am
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Silvia era uma menina ritualista. Antes do Lorenzo nascer, ela já se empolgava com envolvê-lo em todo o imaginário que permeia a natalidade. Árvore de Natal, presépio, calendário do advento… este conta três semanas (se me lembro bem) antes do dia 25. A cada dia uma pequena surpresa ou guloseima. Silvia inseria Lorenzo na coisa toda, com o calendário, a montagem da árvore, nas bolas todas, nos pequenos detalhes. Eu, antes de Lorenzo nascer, sacaneava dizendo que não o deixaria acreditar nessa coisa toda. Claro. Silvia sabia que eu apenas queria atazanar. Mas neste ano não tem árvore. Nem artificial. A do ano passado foi um pobre pinheirinho que secou. Nem calendário, que acabou esquecido no baú. Estou apenas à espera. Quem sabe no ano que vem?

 

Aniversário Dezembro 9, 2008

Arquivado em: Silvia Viva — silviaribeiro @ 1:43 pm
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Lorenzo completou 5 anos. Silvia sempre conduziu essa coisa da festa, da decoração, o como, e eu ajudava criativamente, ou no trabalho braçal. Ela tinha uma disposição fora do normal para o ritual, para efetivar o apagar das velas, e por isso foi solitário tudo neste ano. Antes eu olhava a minha volta e via  Silvia cuidando dos detalhes. Eu correndo com outras tarefas. E nos tornávamos cúmplices em mais uma coisa. Dessa vez me senti órfão. Há pouco mais de 5 anos, eu fotografava Silvia em close em preto e branco, com lágrimas escorrendo, com o Lorenzo colado ao seu rosto, chorando feito um bebê.